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Acordou, abriu os olhos e viu o sol entrando pela janela com raios que repousavam levemente sobre a coxa, deixando a pele dourada e resplandecente.
"Acordei sendo beijada pelo sol" - suspirou.
Apesar da claridade, o clima estava ameno e nuvens de chuva eram visíveis o que fazia uma suave brisa fresca percorrer o quarto.
Se espreguiçou na cama, sentindo-se consciente do corpo que pesava deitado, que preenchia o espaço. Se mexeu procurando por pedaços mais frios em outras partes do lençol. Deixou o pé passear pela cama, um pé no outro, projetou uma perna pra frente e o roçar de pernas fez sentir um leve pulsar no baixo ventre. De conforto, de lembranças.
Apertou as coxas em resposta. Uma, duas vezes. Se sentiu molhada e sorriu.
"Por que não acordar com mais energia?" - Pensou.
Aproveitando a sensação, deixou os dedos descerem frios pelo corpo quente de cama.
Quebrando o clima, apitou uma notificação no celular.
Ela abriu os olhos, leu e se sentiu derreter um pouco mais.
"que saudade dessa boca..."
Invocando lembranças molhadas, a mensagem fez a mente dela flutuar de volta às sensações. Era nele mesmo que pensava assim que acordou. Em um resto de sonho-lembrança, sentiu a boca dele colada a dela novamente, a língua percorrendo suavemente pelos lábios, trazendo um calor bem-vindo que se espalhava pelo resto do corpo em pequenos choques.
Acordar com o sol a beijando nas coxas foi resquício da lembrança, do sonho da boca que a beijara, do calor que a tomara. Desejou voltar àquele sonho e àquele beijo com um leve arrepio de prazer.
Retomou a mão pelo corpo, agora com um pouco mais de urgência e a colocou entre as coxas, apertando-a, sentindo o calor esquentar os dedos.
Sentiu a excitação aumentar e a buceta se expandir em flor, como se, além de desabrochando, respirando por si.
Contraindo, crescendo, diminuindo, voltando a crescer alinhada aos batimentos do coração.
Abre, fecha, abre, fecha, abre, fecha...Enquanto a mão, com o dedo médio protuberante alisava ali por cima da calcinha mesmo. O dedo fazendo o mesmo movimento da lembrança da língua dele na boca dela.
Fechou os olhos, se deixou flutuar. Em resposta, o quadril parecia sentir a perda da força da gravidade e se inclinava buscando prazer. A mão lenta, em contradição, foi ágil em colocar a calcinha de lado e buscar a umidade prometida. O dedo escorregou por toda a extensão da buceta que, como a boca sedenta daquele beijo, estava molhada. Muito molhada.
O dedo médio escorregou a fazer companhia ao indicador e, como uma dança, sincronizados, passaram a se mover de forma ritmada.
Primeiro, pra cima e pra baixo, depois em movimentos circulares. Todas as falanges entravam na festa. Molhados, aceleraram o ritmo até o indicador passar o posto para o anelar que, junto ao médio desceram determinados, penetrando sem esforço.
Enquanto as línguas se uniam e exploravam as bocas opostas, as mãos grandes revezavam em apertar com vontade e desejo a bunda dela, a barriga, o seio e novamente a bunda, combinado em movimentos ritmados do pau dele a penetrando, ora com urgência, ora com lentidão, explorando a maciez e rigidez de ambas as partes.
As mãos que a puxavam pra si tinha intensidade, tanto no pescoço e no encontro de bocas, como na bunda, ponto de apoio para o encontro entre o pau dele com a buceta dela.
Eram sensações que saiam das memórias dela e acaloravam todo o corpo enquanto os dedos se moviam com fome e sede. Carne & água se envolviam no processo.
Agora toda a mão dançava: dois dedos a penetrando e o resto da mão abraçando o resto da buceta. Todo o movimento sincronizado com o pau que entrava nela que fluia da lembrança.
Era a dança de um corpo todo, se movendo em calor cada vez mais frenético...
...até se derramar.
Escorrer, em lambuzo e arrepios, choques e tremeliques, calor e prazer. O corpo virou líquido quente e, aos poucos, foi novamente se solidificando, morno e macio, com um sorriso mole pendendo no rosto.
Abriu os olhos e percebeu que o sol tinha avançado para um outro ponto do seu corpo. Sorriu.
Pegou o celular e respondeu: tá aqui pra quando quiser se esquentar novamente.